Tuesday, March 12, 2013

A Educação é a solução para o Brasil?


Com 200 milhões de habitantes, melhorias sociais em diversos setores, a 6ª maior economia do mundo e não conseguimos deixar o marasmo de sermos o país da piada pronta. É isso mesmo, o Brasil pode até fazer parte das nações mais ricas do mundo, mas o que conquistou com dinheiro através das indústrias, a eterna politicagem soube tirar margem de nossa ignorância e contribuir para encher seus bolsos e nos atolar de impostos.
Fisiologismo à parte soa até um discurso repetido falarmos que somos um país em que sua classe política é extremamente corrupta e que, só através do voto é que a mudança é feita. Já me questionei outras vezes se o problema é mesmo a falta de educação do povo Brasileiro para ir à busca de uma nova classe política realmente engajada nos problemas do cidadão. Mas, percebo claramente que conceder à educação a razão principal para a falta de cuidado com a escolha de nossos políticos é uma falácia medonha.
Se questionarmos a forma como é distribuída a condução de cargos e pastas importantes para as secretarias que assumem assuntos de interesse nacional, aí é que vemos o total descrédito para a massa política nacional. O partidarismo nacional foi construído desde a república velha na forma de loteamento. As capitanias hereditárias que outrora fizeram parte no Brasil colônia, hoje são os arrendamentos tomados através das pastas, ministérios e secretarias de diversos partidos políticos.
Entre eles, somamos a vedete do momento, a Comissão de Direitos Humanos da câmara, assumida pelo então pastor Marco Feliciano. Muitos devem achar essa situação absurda. Afinal, um pastor que aparece num vídeo tirando 45 mil reais dos fiéis ou ainda, condenando os afrodescendentes à condição de amaldiçoados beira um contrassenso total pós-ditadura e constituição 88 não é? Mas como eu disse mais acima, as capitanias hereditárias ainda existem sob a forma dos arrendamentos das pastas e cargos entre a câmara e o senado e, foi assim que o PSC conseguiu o que queria. Sentindo-se menos representado e com pouca participação do governo Dilma, a solução foi chocar a opinião pública trazendo publicidade ao partido e aos seus afiliados. É mais um jogo de espelhamentos produzidos pela midiatização do cenário político através da mídia Brasileira.
De que forma? Pois bem, a mídia mais uma vez obscurece outro conchavo grotesco ocorrendo nos bastidores da política nacional. Enquanto os olhos se voltam para Feliciano, os holofotes deixam de noticiar a ascensão à comissão de constituição e justiça de José Genuíno, João Paulo Cunha e Paulo Maluf.
E a luta que sobra é, milhares de revoltosos seguindo à câmara e ao senado lutar contra a subida de parlamentares deste calibre ao poder. Seria esta a solução? Seria a educação a solução para evitar que situações assim ocorressem?
A política precisa ser desmistificada nesse país. Enquanto ela for tratada por alguns como uma conversa de cultos, idealistas e desprezada por outros que não querem tomar partido, ela sempre será essa ciranda viciosa que garante à partidos de esquerda, direita e afins, o mar da tranquilidade de suas ações.

Wednesday, March 06, 2013

Desconstruindo discursos: O que diz a revolução bolivariana e o que diz a liberdade Cubana

Em meio à visita da Yoáni Sánchez no Brasil e a luta brutal de diversos estudantes e militantes do modelo político implantado por Fidel Castro, ficamos com aquela lacuna na mente sem entender bem o porquê. Com a morte de Hugo Chavez a questão novamente paira no ar. Por que muitos de nós defendemos uma visão de governo que vai contra o grande satã? E com ele, o neoliberalismo e toda uma representação política baseada no capitalismo?

Primeiro, eu sou absurdamente contra esse “fetiche” de ser contra o que representa os EUA. A impressão que se dá é que diversas pessoas odeiam o país simplesmente porque é os Estados Unidos sem nem mesmo conhecer uma pessoa ou diversas pessoas ou o país. Não defendo o governo americano que como muitos aqui agem imperiosos contra o país que mais faz guerra no mundo, e custam a brigar porque sua economia absorve os mercados locais. Nada muito diferente do que o governo Brasileiro faz e fez em diversos países da América do sul e África à empresas como a Petrobrás e a Vale absorverem elementos naturais de nossos vizinhos e submetê-los à nossas regras. Países como os EUA foram os primeiros a se posicionarem contra o massacre de cidadãos sudaneses e o Brasil? Sequer manifestou uma posição no CS da ONU sobre o caso.

Mas o nosso governo representado por Lula abraçou a causa bolivariana de Hugo Chavez, enquanto muitos cidadãos da classe média olham estupefatos pelo prisma do desrespeito à constituição e pela reeleição quase ininterrupta do Chavez e por querer sempre vestir a espada contra os EUA. Essas pessoas se esquecem de que Chavez mudou radicalmente a história da Venezuela dando acesso a milhares de venezuelanos à saúde e à educação como nenhum outro governo daquele país fez, trouxe de volta a riqueza que um dia pertenceu às multinacionais aos venezuelanos,

Estamos aqui falando do país que é um dos maiores produtores petróleo do mundo fora da OPEP e que se não fosse por isso, Chavez não conseguiria realizar tamanhas transformações sociais que nenhum outro governante havia feito. Isso faz dele um herói e um modelo a ser seguido? Deixo essa pergunta para você que também deveria saber que Chavez utilizou de diversos recursos repressores contra a direita venezuelana (que muitos dizem ser financiada pelo governo americano e que, se ainda o for, não teria força nem legitimidade suficiente para dominar o país).  Não só isso, Chávez também tinha seus problemas com a imprensa local que fosse contrária aos seus ideais, que apesar de incluírem educação e saúde para todos, também deslegitimava o surgimento de opções democráticas e fantasiava o “regime” de uma ditadura democrática.

A visita de Yoáni Sánchez mostrou uma jornalista rica, com o intuito de querer fazer viagens ao mundo inteiro para mostrar como é a visão de dentro de Cuba para o mundo. Poucos entenderam porque a revolta de milhares de pessoas conta a posição da jornalista. É porque Cuba tem um dos melhores sistemas de saúde e de educação do mundo? Ou é porque a ilha de Fidel Castro age com mão de ferro contra a liberdade e manifestação de pensamento não só de profissionais ou de todos?

Fato é: Regimes ditatoriais mesmo que sejam para o bem da população, continuam sendo regimes de exceção, mesmo que tenham sido eleitos democraticamente. Violência física e/ ou psicológica não pode ser pressuposto para que poucos ou muitos possam atingir com plenitude seus direitos e, talvez isso, muitos defensores dos sistemas de governo aplicados em Cuba, Venezuela e outros países, não conseguem atinar-se

Saturday, March 02, 2013

O preconceito regional no Brasil: Questão de Governo?


Com quase um ano e meio vivendo na região sul do Brasil, passei a questionar muitas coisas, sobretudo com relação ao nordeste, região de onde sou natural. Não vou me prender no óbvio em que, muitas pessoas alegam como: A colonização europeia na região sul favoreceu os moradores para que tivessem melhores condições, ou que na região nordeste não existe infraestrutura por conta do índice elevado de corrupção de seus governantes. Incomoda-me que essas comparações só denotam a superficialidade com que, tratamos de fato as configurações socioeconômicas desse país. Por isso, acredito que esta é na verdade, a ideia que muitos, como eu, compartilhamos. A de que:

Nosso governo, da situação ou não, reforça o preconceito regional do país.
 
Basta passear um pouco pelos municípios da região sul e sudeste, para vermos o nível de comprometimento e atenção dado pelos governantes à região. Aqui no RS, por exemplo, viajo por diversos municípios e quando vejo algumas obras, percebo o empenho dos governantes em buscar apoio tanto da seara estadual quanto principalmente federal. A liberação de recursos para essas regiões acabam por ter uma celeridade muito maior do que em outras regiões.

Percebo por exemplo, quanto custa convencer para a região nordeste o empenho dos governantes em liberar recursos para execução de obras, seja em nível municipal ou federal. Muitas vezes, chegam a se passar gestões presidenciais para que este tipo de situação ocorra. Mesmo o próprio presidente Lula, filho do nordeste e que, tentou levar a cabo muitas obras para a região, não conseguiu evitar que muitas delas, sofressem com constantes atrasos, muito mais do que nas regiões sul e sudeste.

É também muito cômodo observar que a cultura do “ajudar a região mais carente do Brasil” entrou no corolário eleitoral sem sequer distinguir de que forma ela acontece. Tratar o sertanejo que sofre o flagelo da seca como um cidadão que precisa receber pensão do governo não é uma forma de incluir socialmente, mas sim de relega-lo ao limbo das ações sociais. O sertanejo que lá se encontra sabe que a região que ele está pode oferecer condições de vida tão boas quanto na cidade, desde que se busque desenvolver na região a cultura do pertencimento. A terra e o subsolo da região possui o que há de mais rico em todas as regiões, mas prefere-se abraçar o cidadão, como se fosse um filho pródigo, do que fornecer-lhe as ferramentas corretas ao seu sustento.

Na região sul, a convergência de ideias e cooperativas que buscam encontrar a saída para problemas como secas ocasionais ou enchentes são muito mais efetivas e há principalmente a questão, que pouco se levanta, do “berço cultural”, em que o espanhol, italiano, alemão, russo, e afins passam a ser muito mais “evoluídos culturalmente” do que o negro, mulato, mameluco das regiões nordeste e norte do país, uma pena.

Não estou aqui questionando o fato de ajudar ou não as diferentes regiões do país, mas sim querendo entender aonde entra a ajuda e a assistência. Prestar Assistência nem sempre é o mesmo que ajudar.  Se a proposta é que o Brasil seja um país de todos (slogan do governo passado), o ideal seria que todos pudessem construir um Brasil só, e não vários.

Thursday, January 19, 2012

Por que a solução para o trânsito não está nas estradas?

Não é de agora que cidadãos de diversas cidades do Brasil reclamam do trânsito em vários locais, vamos tomar como exemplo a cidade de Aracaju que, de 2004 para cá, teve um boom de crescimento no número de carros na cidade. A situação se complica quando os horários de pico disputam a paciência dos motoristas e dos pedestres pelas ruas bem planejadas do centro da cidade e adjacências. Aracaju é um belo exemplo de como o planejamento urbano proposto na cidade ainda no séc. XIX não previu seu crescimento anos seguintes.

Mas esse não é um problema isolado. Estes dias tive a oportunidade de experimentar um pouco o que significa tráfego em grandes metrópoles e fui testar o trânsito de Porto Alegre, me surpreendi com a aparente organicidade do trânsito apesar de ter que rodar quase 40km (isso mesmo, 40km) de lentidão entre cidades da região metropolitana e a capital. Mas, consegui explorar o trânsito e apesar de não conseguir dirigir mais rápido, o trânsito caminhou, o intricado sistema de faixas, freeways, entradas, saídas, entre os escoamentos da cidade facilita e muito o fluxo do trânsito (coisa que a cidade de Aracaju deveria passar a aprender com urgência).

Quando nos acostumamos a ver nos telejornais o trânsito de cidades como São Paulo do qual quase sempre tenho o “prazer” de sentir na pele, percebemos de que forma mal elaborada foi pensado o trânsito no Brasil. A chegada das empresas automobilísticas no país durante os anos 30 e 40 forçou os engenheiros a criar rápidas estradas e adaptar as que já existiam sem pensar em desapropriar casas, construções a fim de não terem a obrigação legal de arcarem com o ônus de indenizar diversas famílias.

Isso é nítido quando vemos a diferença entre o fluxo de trânsito em cidades como São Paulo e Brasília, apesar de que ambas possuem estradas com diversas faixas, no Distrito Federal, as estradas foram pensadas de forma a comportar o trânsito que viria crescer décadas seguintes (hoje a situação já está bem difícil).

Será que precisamos mesmo de estradas?
Devemos ter em mente que o modelo de construção de estradas que o Brasil adotou é semelhante ao modelo americano. Contudo vamos ponderar algumas distinções aqui. A diferença maior quando se observa o trânsito Brasileiro com o americano é a forma de construção das estradas, ainda nos anos de depressão, as linhas de montagem tinham fôlego para inundar o mercado com as diversas versões do Ford T e afins, para tanto era preciso ampliar a malha rodoviária, o New Deal ainda nos anos 30 previa o consumo de milhares de automóveis nos anos seguintes então, o desenvolvimento de estradas não era só uma necessidade mas uma previsão mercantil clara de que o consumo iria explodir nas décadas seguintes.

O modelo americano também se encontra defasado porque foi amplamente adotada por diversas outras nações do globo, a saída é a aposta em sistemas de transporte público? Tais como metrôs e ônibus? Custo acreditar que somente impondo a condição de transportar o cidadão com ônibus e metrô resolveria o problema do trânsito na sociedade global. Ainda que, o metrô seja sim um transporte que vem a ser um alento as dimensões urbanas atuais, os ônibus trazem outro problema -  o custo de suas passagens, manutenção o que cedo ou tarde poderá encarecer mais ainda quem usará esse tipo de transporte.

Talvez a saída seja a concessão de benefícios fiscais as pessoas que, por exemplo, abrem mão de utilizar o veículo e poderiam ter reduzido os custos de impostos, mas é preciso antes de qualquer coisa repensar todo o complexo urbano em que vivemos. Só assim é possível encontrar uma saída para o caótico início de manhãs e fim de tarde que todos nós vivenciamos.

Wednesday, January 19, 2011

Quando o “modismo” ganhou o Troféu


Até que ponto o "modismo" pode ser relevante em se tratando de comportamento e análises estéticas? Bom, sabemos que não é porque algo é dito como moda que temos necessariamente que segui-lo, mas é verdade que ela reflete o momento que cada geração vive, criando um aspecto de identidade entre seus participantes, Geração coca-cola está aí para mostrar que não foi esquecida e é muito bem lembrada.

Mas em se tratando de filmes isso é obrigatório? Deve-se olhar o que for moda em detrimento da qualidade do material cinematográfico?. Essas perguntas talvez permeassem a cabeça de muitos cinéfilos que assistiram na noite de domingo (16) a premiação do Globo de Ouro, e viu como era de certa forma esperado, o sucesso de "A Rede Social" abocanhar os prêmios de melhor trilha sonora, filme, roteiro e direção.

Faço aqui certas reservas a essas premiações. Quer dizer que por conta delas o filme é bom? Nem sempre. Não estou dizendo que A rede social seja um filme medíocre. Muito pelo contrário, é um filme interessante de se ver. Contudo para os mais afoitos em mídias sociais e tecnologia podem ter se frustrado ao assisti-lo. O filme em si não aborda diretamente o Facebook, vai mais além, busca desenvolver as relações humanas oriundas da criação do projeto entre seu criador, Mark Zuckerberg e seus colegas de faculdade.
Cena do filme: A rede Social
Para quem não assistiu ao filme, A rede social conta a história da criação do Facebook (rede social que atualmente está com 600 milhões de usuários - ganhou 100 milhões nos últimos 06 meses), mas não conta a história em seu aspecto técnico, fala de como Zuckerberg teve uma idéia depois de ter terminado o relacionamento com sua ex-namorada. A partir daí, uma série de confusões e 02 processos judiciais envolvem a vida do jovem "geek", que se vê da noite para o dia, um fenômeno na faculdade e, em menos de 05 anos, criador da mais importante rede social virtual atualmente.

Jesse Eisenberg me convenceu no papel de Zuckerberg, retraído, obsessivo, compulsivo, rancoroso. Enfim, "qualidades" até certo ponto diferentes para o jovem ator. Contudo a meu ver não passa de uma atuação comum, com certo destaque. Talvez o ponto alto do filme seja a disputa entre seu ex-colega de quarto, o Brasileiro Eduardo Saverin (interpretado por Andrew Garfield - o próximo Peter Parker na sequência de Homem Aranha) e Sean Parker (Justin Timberlake) criador do Napster que também ficou conhecido por sofrer processos colossais no início de 2001/2 por conta da criação do seu programa de compartilhamento, Aliás, durante muito tempo, Parker e Lars Ulrich (Baterista da banda Metallica) Brigaram judicialmente por conta do seu programa.

No que tange aos aspectos técnicos, o filme não trás muitas novidades. Nem mesmo a trilha sonora. (filmes como Black Swan e A Origem). Mesmo que eu até goste de quem assina a trilha sonora do filme, que foi feita por Trent Reznor, vocalista do Nine Inch Nails, (pra quem não conhece, recomendo o som). Ainda assim, seriam bem melhor indicados para essa categoria. Não que eu considere David Fincher um mau diretor, aliás, bem longe disso, talvez seu momento mais brilhante tenha sido em filmes como Clube da luta, Seven ou  O Curioso caso de Benjamim Button se comparado com este.

A Rede Social, apesar dos pesares é, em minha opinião, um filme mediano que talvez tenha alcançado tamanha notoriedade por conta da maior rede social do mundo, mas mesmo assim, vale à pena assisti-lo. Afinal, como bem disse o 'teaser' do filme: "Você não constrói uma rede social com mais de 500 milhões de amigos, sem fazer alguns inimigos".

Tuesday, January 04, 2011

O Itamaraty e as Cotas Raciais

Alguns amigos próximos sabem, mas se porventura você é um leitor muito eventual deste blog, sabe agora. sou um entusiasta da seara diplomática, tendo por duas vezes tentado o CACD (vou tentar de novo até entrar hehe - desde que haja ampliação das vagas). Já escrevi vários posts aqui sobre a diplomacia e seu impacto na vida de qualquer país, não somente no aspecto financeiro mas também socio-cultural.

No fim da semana passada, o diário Oficial da União, publicou a notícia de que no CACD de 2011, haverá o regime de cotas no processo de seleção do concurso. Uma novidade bem recebida a meu ver, pois visa no caso trazer o maior contingente de estudantes negros junto a representatividade diplomática. conforme o Brasil vem crescendo dentro do teatro internacional fica sendo necessário essa inclusão.

Muitos lógico, são conta a iniciativa pois acreditam que as cotas ferem um direito adquirido e seriam vistas como um 'privilégio' para os candidatos negros e uma facilidade para que estes ingressem no Instituto Rio Branco. Segundo o DOU, o regime de cotas se inicia a partir da aprovação dos candidatos na segunda fase do concurso e não no ato de realização na primeira fase. (pra quem nao conhece, são 04 fases para se adentrar no Instituto Rio Branco).

A verdade sempre se situa por detrás das entrelinhas, não existe somente o que muitos sociólogos e defensores das cotas clamam como "uma dívida social" com os negros. A verdade é que o Brasil como a 2ª maior nação negra do mundo foi duramente criticada nos fóruns internacionais por não ter no seu corpo diplomático integrantes negros, o que foi visto como um contrasenso absurdo.

O Brasil se julga o mais importante país multi-étnico do planeta e, aparentemente quando se trata em questões diplomáticas, é o mais abastado possível. Nada mais natural visto que até bem pouco tempo, a carreira diplomática era por vezes assumida por políticos e por apadrinhamento sequer feito com profissionais capacitados para atuar precisamente em negociações internacionais.

Att
Rafael Gomes

Thursday, December 23, 2010

Um Rei Gago!

Pa-pa-pa-pa-pa-pa-para co-co-co-com Is-is-isoo!!! É impossível às vezes não cair de riso quando se ouve alguma pessoa que sofre de Disfemia, ou, a popular gagueira e, por conta disso, os gagos são por vezes alvos constantes de chacota. E por quase sempre se tornarem irritadiços por conta do problema, fato que por vezes costumam deixar situações embaraçosas para eles em comédia pastelão para nós, Mas quem disse que não é possível ter notoriedade apesar do problema? A Solange, “Gaga de Ilhéus" é celebridade apesar do distúrbio.


Mas por que do pano de fundo? Esses dias, assisti à um filme em que o tema é explorado de forma bem eloqüente, ainda que não se possa dizer quais os reais méritos do ato. The Kings Speech (O discurso do Rei), trás o ator Collin Firth (O Diário de Bridget Jones, Mamma Mia) no papel de King George VI, patriarca e rei da Inglaterra que assumiu o torno num período muito instável, durante os anos 30 do séc. passado.

Collin firth e Bonhan Carter em Kings Speech
George VI era gago e quando ficava muito nervoso o distúrbio proliferava criando verdadeiros embaraços para a principal figura da Monarquia Inglesa. Durante os anos 30, a massificação dos meios de comunicação de massa como o rádio e o inicio das transmissões de imagem forçaram as autoridades a se dirigir às multidões sem que antes esse procedimento jamais tivesse sido necessário, ainda mais num período em que Hitler e Mussolini conseguiam atrair multidões com seus discursos inflamados pregando o Nazismo e o Fascismo respectivamente.

O que realmente de fato aconteceu. Quem assumiria o Trono era seu irmão Edward interpretado por Guy Pearce (Guerra ao Terror) que, abdicou da monarquia e foi viver nos EUA. Sendo obrigado à assumir o "espólio" e com o problema a acompanhar em parte de seus pronunciamentos, sua esposa, a Rainha Elizabeth, interpretada aqui brilhantemente pela atriz Helena Bonham Carter (Harry Potter e Clube da Luta) sugere a visita de um médico com algumas medidas, um tanto radicais, Geoffrey Rush (Piratas do Caribe) faz o papel do Dr. Lionel Logue. O filme é basicamente essa relação entre o médico excêntrico e o rei "com o coração na mão" em seus discursos.

O discurso do Rei é o favorito a levar boa parte das estatuetas do Oscar esse ano. É um filme muito interessante, mas não é brilhante. Vale à pena assistir caso você tenha interesse em saber um pouco mais sobre a história do monarca, pai da atual rainha Elizabeth II.

A estréia no Brasil é prevista para 04 de fevereiro.

Att
Rafael Gomes

Thursday, November 25, 2010

De Penny Press al Kindle: La posmodernidad en el Periodismo.

Luchando con el concepto de posmodernidad que el sociólogo de la comunicación, Leandro Marshall trabaja con “El periodismo color-de-rosa” y que yo personalmente no estoy de acuerdo, ya que considero que este concepto limitado de la post-modernidad (después de todo, ¿Qué es postmoderno?). Así, que decidió tomar el reto de elaborar rápidamente un mapa de la evolución histórica del periodismo y su actual "posmodernidad".

¿Qué es posmoderno?

Antes de nada, debemos revisar lo que es moderno: El diccionario Aurelio es muy enfático: " En cuanto a la época histórica en que viven las tendencias tecnológicas, avances, etc" En otras palabras, la modernidad es lo que nos distingue de los últimos, ayer es tarde hoy es el mañana moderna, es la posmodernidad?

Con este fin, vale la pena la visita al concepto de la “posmodernidad” que, según los estudiosos es el fruto del capitalismo y se basa en una visión o un proyecto llevado a cabo para el mundo las revoluciones industrial y tecnológica se originó principalmente por una sociedad de la información. Debe, sin embargo, traer las palabras del estudioso Jair Ferreira:

O pós-modernismo é o niilismo: ausência de valores. É típico de sociedade pós-industriais baseadas na informação. Os meios de comunicação refazem o mundo à sua maneira, hiper-realizam o mundo, pois algo inviável na realidade pode ser possível na televisão. A pós-modernidade é um mundo super-criado pelos signos, O pós-moderno tem algo de moderno, mas de forma exagerada.

Según Ferreira, el posmodernismo es el "exceso" de la modernidad. Que no es la modernidad que se transforma en algo nuevo o único. Es decir, en el curso de la historia a la modernidad era parte de todos los ámbitos histórico, ya sea antiguo, medieval, moderno y contemporáneo, "moderno" ha sido siempre parte del hombre cotidiano, ni rastro de la tecnología lineal (aunque ya sea por cuenta de los avances tecnológicos que se reconoce más la modernidad).

¿El periodismo es posmoderno?

Llevando este concepto al periodismo, vio claramente que había respondido a las necesidades básicas de cada empresa en cada momento histórico. El Periodismo convertido en un propagador de la ideología surge en una sociedad que deseaba a la información, algo que siempre ha estado presente en la sociedad. Pero el periodismo compañía como la modernidad ha hecho esto muy claramente:

En siglo XVII fue testigo del nacimiento del periodismo todavía de forma artesanal, como un libro que contiene la información de la alta cúpula, el espectacular fue el "valor - noticia" (aun cuando sabían que el valor que sería una noticia). En el siglo XVIII ya está periodismo crítico, las decisiones sobre las posiciones políticas contrarias, vemos el surgimiento de la escritora la profesionalización de la profesión, los pasos básicos que le dio la posibilidad de comunicación de masas en el siglo. XIX y la famosa Penny Press.

La Penny Press surgió a mediados de siglo. Siglo con el fin de satisfacer una demanda popular. Los géneros fueron en formato tabloide que huyen de discurso político, presentada por el crimen, las variedades, el chisme, el "sensacionalismo" en el periodismo es de esa época. La prensa centavo existido como la población concentraciones fue en aumento y eran la forma más barata de tener información y no firmado por las ediciones caras de los periódicos que existían únicamente para las élites de la época. Lo Que tienes hecho ellas, las formas más importantes de comunicación de masas durante mucho tiempo.

Modernas de su tiempo, en forma de cómo el público ve la información y la creó con varios géneros literarios que se han vuelto mucho más grande en el próximo siglo, según las crónicas, novelas, etc. Las Penny Press eran parte de un momento histórico en el periodismo y por lo tanto podría considerarse posmoderno en el tiempo por sus iniciativas para transformar el periodismo en algo fácil de comer y el acceso a todos.

El periodismo del siglo XX. Hasta el 50/60 es el periodismo que convive con diferentes medios de comunicación, en vivo con la radio, con la llegada de la televisión, se convierte en un vehículo adicional que etapa vemos la interacción entre el periodismo y la publicidad, con otros profesionales en el ámbito de la comunicación con el uso de la fotografía en el campo de los medios para atraer al público que lo consume.

Ya desde los años 60/70, el advenimiento de tecnologías como la informática, la electrónica y la aparición de Internet está transformando el periodismo en un acto participativo. La información no está participando en la mayor parte de los conglomerados de medios de comunicación. Ella ahora está activa en todas las personas. La idea de redes, personas, sistemas de información, que es contemporáneo.

Más recientemente tenemos El Kindle, un dispositivo similar a un reproductor que puede leer libros o periódicos a un bajo costo, sin necesidad de utilizar papel. Caminamos en ese momento al que muchos autores acuerdan como sendo "posmodernidad" porque pertenece a una realidad más allá de lo que es compartido por la mayoría hoy en día. Para aquellos que entienden cómo gadgets posmodernos impulsar el uso del servicio, el Kindle es un retrato exacto del “futuro”.

¿Pero es verdad? Todas las fases reportan de más de una evolución en la forma y el periodismo, que se corresponden con el momento histórico en que fueron localizados y también lo eran la vanguardia de su tiempo, o "posmoderno" a estas realidades. Periodismo por tanto, no es una profesión que distingue a la modernidad a la posmodernidad. Es una institución que trasciende tanto estas ideas.

Links abajo:


Monday, November 15, 2010

O MRE pós Celso Amorim

Se os oito anos de governo Lula podem ser lembrados pelo PAC e pelo Bolsa Família, além de muitas outras conquistas (e prejuízos) à sociedade Brasileira. Gosto em particular de falar sobre a política externa do país. Essa sim deu uma engrenada fenomenal nesses últimos oito anos como nunca visto desde o processo de redemocratização do país na década de 80.

O chanceler Celso Amorim conseguiu uma proeza que não era vista há muito dentro do Itamaraty – conseguiu transformar o MRE numa das pastas mais atuantes do governo e que a partir de agora e dos próximos governos terá um papel fundamental no processo de solidificação da imagem do País. Lula elaborou as bases desse processo de forma competente, levando o país de mero coadjuvante em reuniões de organismos internacionais à agente com relativo destaque dentro desses fóruns

Para se ter um exemplo, durante o governo FHC, o número de embaixadas que o Brasil possuía no exterior era quase 40% inferior ao atual número. A causa disso? Um maior acesso ao mercado externo de produtos Brasileiros reduzindo consideravelmente a dependência do país de mercado exclusivo com os grandes mercados. A busca por novos países tornou o Brasil um dos mercados mais competitivos e dinâmicos não só da América Latina mas em seu contexto global, ainda que com severas amarras no que tange à políticas fiscais.

Vitórias contra medidas anti-dumping vencidas na OMC contra o governo dos EUA e da União Européia deram provas suficientes da eficiência do mercado nacional e da competência do MRE. Mas as conquistas não pararam por aí. A maior mudança a meu ver foi a política de acesso aos Brasileiros que querem ou almejam seguir a carreira diplomática, antes restrita muito mais à uma política de indicação revestida de um concurso público quase que totalmente restrito às elites nacionais.

Durante os últimos anos, o MRE ampliou o número de vagas e de acesso para quem quiser seguir a carreira de diplomata (meta da qual também almejo) e que por isso mesmo políticas como bolsa de estudos para estudantes que não podem ter acesso aos livros e estudar para o concurso foram disponibilizadas nesse governo. Dando uma cara mais “democrática” à um dos cargos de grande prestígio dentro da administração pública do Brasil, embora o glamour resida só no nome.

Resta saber agora que tipo de política será ajustado no governo de “continuidade” composto por Dilma Roussef. Particularmente a opção de entregar a pasta a nomes como Nelson Jobim e figurões da política nacional me causa arrepios. Relações Exteriores devem ser encaradas como gestão estratégica não só do novo governo, mas do que seguirão e essa escolha não deve seguir acordos políticos. Mas se fosse para citar nomes que poderiam substituir o Amorim, arriscaria o do ex-ministro da Justiça, José Viegas (diplomata de Carreira) ou, acredito, o mais indicado. Antônio Patriota, atual secretário-geral do Itamaraty.

Tuesday, October 26, 2010

O Jornalismo Open Source e a Comunicação Móvel.


O bom jornalismo é aquele que dispõe de uma perfeita compilação dos fatos, hermeticamente planificada e de fácil absorção de conteúdo. Ainda que esta seja uma fórmula repetitiva e de grande valia durante a formação do profissional está chegando aos poucos o momento em que a “pirâmide invertida” não se torne mais o modelo quadrado de produção da informação.

Aliás, o advento das novas tecnologias não vem somente transformando o ambiente das redações jornalísticas. O profissional precisa aprender que a Internet transcende o ambiente virtual. A informação catedrática feita incessantemente nas universidades encontra na web, os blogs, as redes sociais, os emails e, mais recentemente os aparelhos celulares como plataformas e ferramentas nas notícias.

O jornalismo do século XXI se torna cada vez mais Open Source (colaborativo). E quem ganha com isso? Eu, você que provavelmente esteja lendo esse este post e todos ao nosso redor, utilizar a “arte” do fazer jornalismo está migrando aos poucos de mãos e o poder da informação já não é mais soberana nas mãos dos conglomerados de mídia. Ao contrário, basta observar os espaços que inúmeros jornais e portais da Internet demandam. Algo como: “Seja você um repórter-cidadão”.

Se por um lado as possibilidades de acesso à um conteúdo cada vez mais democrático da informação, por outro reveste a defesa de interesses próprios onde a mesma informação pode sair prejudicada e o leitor, no meio desse fogo cruzado, sem saber o que realmente acontece de fato. Por exemplo: O que dizer de grupos ou pessoas que escrevem diversas vezes em seus blogs defendendo a legalização da Maconha ou a Pirataria? Seria uma prática jornalística responsável ou não?

Fato é que apesar das críticas e elogios. O Jornalismo open source ganha com as tecnologias que lhe possibilitaram sua força nos últimos anos. Mais recentemente a tecnologia móvel impulsionou de igual maneira que basta ter um celular com acesso à conexão 3G que a produção da informação e disseminação do conteúdo está no bolso de cada um.

Esse perfil não vem só mudando a forma como a produção de informação é feita. Os celulares se tornaram plataformas de trabalho para muitas profissões. O jornalismo não consegue sobreviver mais sem ele. Câmera, gravador, reprodução de fotos, produção de textos, ao alcance de todos, favorecendo a todos.

Mas há conseqüências para a categoria profissional. Um estudo publicado em março de 2010 alerta que a prática do jornalismo cidadão não pode nem deve substituir o jornalismo tradicional. Por conta do risco de se saber da veracidade da informação influenciando diretamente na credibilidade da empresa que veicula tal foto ou imagem.

A discussão está só no início, mas e quanto a você? Já pensou em ser um colaborador jornalístico?

Links Reladionados:

“Lo que funciona” en el Periodismo Ciudadano. Un estudio del J-Lab

Monday, October 18, 2010

Sobre Presidentes e Militância: Por que não devemos seguí-los?

Em menos de 15 dias, os Brasileiros retornarão às urnas a fim de por um desfecho às eleições para governos de estados e presidente desse país. Não obstante fosse ter de locomovermos às urnas e termos que cumprir com o nosso dever cívico (muito bom exercê-lo, ruim com ele pior sem ele certo?), a falha ainda fica por conta do marasmo envolto às candidaturas dos presidenciáveis e sua prisão à temas secundários.

Se os níveis econômicos estão bem, segundo o IBGE (ainda que discorde de qualquer órgão que trabalhe em prol do governo) esta me parece para os presidenciáveis ser uma decisão de segundo plano. Ambos, Dilma (PT) e Serra (PSDB) descorrem seuas campanhas políticas agora sobre posições favoráveis e contrárias ao aborto, meio ambiente, procurando manter uma linha contínua de economia criada às bases da redemocratização Brasileira.

Os méritos existem para todos os presidentes anteriormente. Se Collor nao abrsse o mercado para os importados não teríamos o número de empresas automobilísticas que temos hoje. Itamar foi fundamental para preparar uma política de base monetária capaz de controlar os fluxos de capital no país. FHC retomou os trilhos, enfrentou crises mundiais, mas manteve a moeda forte e sustentável. Lula trouxe a sedimentalização do plano macroeconômico Brasileiro, consolidou as políticas assistencialistas empregadas pelo governo anterior e colocou o Brasil definitivamente no mapa geopolítico mundial.

O que resta aos presidenciáveis? Continuar seguindo a cartilha. sem grandes invenções ou grandes idéias. Diminuir o tamanho do Estado e / ou privatizações que volta e meia permeiam as idéias de integrantes do (PSDB) contra o excessivo gastos e investimentos ou a farra de crédito que se viu no governo do PT. O país agora, empresta dinheiro e a especulação imobiliária toma caminhos assombrosos ano à ano.

O próximo presidente poderá enfrentar crises com a interrupção de crédito. Afinal, o capitalismo é cíclico, não existe eterna fartura como também eternos problemas. É por essas razões que o que mais me enoja dentro dos partidos políticos seja os membros que os compõe. Em outras palavras: A Militância.

O militante é visceral. Se emprega de um discurso indubitávelmente ideológico afim de persuadir o público a compartilhar com ele seus ideais. é cego e impulsivo procura defender com unhas e dentes programas e proessos políticos de que acredita entender e esforça-se para transformar essa crença de maneira a ludibriar àqueles a que eles se direcionam, ou seja, nós mesmos.

As organizações partidárias brasileiras precisam do trabalho da militância política Contudo esquecem do principal - A militância é diferente do comprometimento político. O militante acredita que o debate de idéias é insuficiente, para ele é preciso ação, demonstrar seu objetivo fechando os olhos para outros projetos tendo os olhos unicamente no seu projeto, o tipo ideal weberiano se adequa milimetricamente ao pensamento militante.

O comprometimento político difere da militância. É afiscalização dos agentes públicos, é o interesse nos caminhos da política, a abertura de idéias, de discussões na esfera pública capaz de com isso, encontrar soluções de forma ampla. O comprometido político nãoo se reforça do discurso ideológico hegemônico, se aparta dele por entender que este discurso vicia as necessidades básicas do projeto de governo - O bem comum de toda a sociedade.

Ainda enfrentaremos longos anos de amadurecimento político, resta saber se encontraremos dentro dos partidos, mais pessoas comprometidas politicamente ou se continuaremos a assistir desastrosos exemplos de militância desenfreada e oblíqua.
Atenciosamente
Rafael Gomes

Monday, August 16, 2010

"Parasita ou Virus"?


 
"O que é mais resistente? Um Parasita ou um Virus?. Não, uma Idéia". Essa frase é o que mais pode sintetizar um dos filmes de ficção científica mais comentada no momento. A Origem, de Christopher Nolan ( Dark Knight e Amnésia), que nesta obra assina como diretor e roteirista. Fazem-se aqui reservas em especiais a Nolan. Diretor de 07 filmes, desde Amnésia, passando por 02 filmes do Batman, O diretor sabe como ninguém atrair multidões ao cinema. Mas Nolan não é um mero diretor, não brinca com o telespectador, oferece uma rede de intrigas complexa que exige máxima concentração (como a disputa de egos entre Batman e Coringa em Dark Knight), em A Origem (Incepction - Não sei por que esse título já que Inception não tem nada a ver com a Origem), Nolan surpreende de novo.

A história gira em torno de Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) um ladrão corporativo. Mas não um ladrão comum, ele é especialista em roubar sonhos. Até aí não nos parece nada estranho, já vimos alguns filmes parecidos, a sacada do longa é o processo para se roubar esse sonho. Não é uma atitude isolada, precisa ser bem planejada e calculada. (vou parar por aqui pra deixar àqueles que não assistiram ainda com mais curiosidade).


Com atuações impecáveis do próprio DiCaprio, o filme ainda conta com uma participação mais que especialíssima de Michael Kaine (esse, dispensa qualquer apresentações), Marion Cottilard (uma beleza absurda e uma interpretação beirando a perfeição), o filme ainda tem Gordon-Lewitt (Quem nao assistiu, 500 days of Summer, eu recomendo, Gordon a cada obra que passa se mostra uma promessa excelente nos filmes atuais), Ken Watanabe (aquele mesmo de O Ultimo Samurai que. também dispensa apresentações) e a jovem Ellen Paige (Juno), Atenção à personagem dela, ela é a "guia" deste filme, no papel como a "Ariadne" (convido vocês a lembrarem um pouco da mitologia Grega sobre O labirinto e o Minotauro. Para quem nao sabe - O Minotauro foi morto pelo ateniense Teseu que, se ofereceu ao rei Minus para ser devorado pelo Minotauro e, com a ajuda da princesa Ariadne, escapa do labirinto ajudada por Dédalo e ìcaro com um novelo de lã). Ta bom, Ta bom, eu li demais sobre mitologia grega e egipcia e posso contar essa história do início ao fim mas, vamos deixar isso para outro post.


Quem for assistir vai ter uma leve impressão de se lembrar da saga Matrix, mas a diferença é que a película dos irmãos Wachowski, é mais focada em ação e luta. Não que não haja ação em A Origem, mas aqui o intrincado roteiro de Nolan força o telespectador a prestar atenção a cada cena do filme. É um filme como eu disse, complexo, mas não é difícil ser acompanhado. São praticamente 02h30min de filme do qual você não pára um segundo de prestar atenção e, se tiver a mesma impressão que eu, sai de lá com mais perguntas do que respostas.


Destaco também os efeitos especiais e a trilha sonora. Alias, uma homenagem à Cottilard e a sua interpretação em "Piaf" cantando a musica No, Je ne regrette Rien. Que é cantada em velocidade mais lenta durante as passagens do filme. A Origem é para aficionados em tecnologia e psicólogos um prato cheio por levar a cabo diversas inovações tecnológicas quanto a filmagens e as abordagens sobre a teoria dos sonhos num nível bem mais alegórico, mas ainda assim, interessantíssimo.


Vale à pena assisti-lo e revê-lo muitas vezes.
Abraços
Rafael Gomes

Wednesday, July 28, 2010

Revelando o mundo do Autismo no Brasil.

A vida dos gêmeos Caio e Mário Oliveira é comum a de vários outros gêmeos. Um cuida do outro, um sente o que o outro sente. Ainda que sejam gêmeos, uma condição os destaca entre os outros irmãos. Caio é portador de autismo. Um transtorno que impossibilita ao portador uma interação maior com o mundo exterior.

Apesar de extremamente agitado, Caio fala pouco e possui um raciocínio lógico que impressionou sua médica, Ana Portugal: “Caio não é um garoto muito comunicativo, mas possui um raciocínio que eu diria além de sua faixa etária”, diz a psicóloga.

O garoto se destaca entre as crianças que a psicóloga trata. Com um olhar distante, não costuma encarar diretamente a médica e brinca compulsivamente. “Num primeiro momento, pensei que ele só fosse uma criança hiperativa, tão frenética quanto o irmão Mário, mas percebi que ele era diferente”, afirma Portugal.

Hoje, as crianças com 10 anos de idade são muito ativas, explica a mãe Carmem Oliveira. “Os meninos são muito unidos e brincam sem parar, mas o Caio precisa de atenção e cuidados constantes”. A mãe, que hoje encara o autismo com certa naturalidade, por anos acreditava que o menino sofria de um grave retardo mental: “Tive medo que o que ele tivesse era síndrome de Down”.

Esse medo fez com que a Sra Oliveira, buscasse ajuda em diversos médicos da cidade de Aracaju e em outros Estados do Brasil, sem muito resultado. “O autismo ainda é um enigma”. Durante muitos anos, pensava-se que o autismo fosse uma espécie de deficiência mental da infância e que dessa forma, ela enfrentaria problemas como as portadoras de outras síndromes.

Na verdade, o autismo é um transtorno que geralmente acontece antes dos 3 anos de idade. Em geral, é comum que os portadores tenham uma deficiência enorme na fala, na comunicação e isso trás grandes dificuldades na interação social. É comum encontrar crianças autistas que vivam em um “mundo próprio”. Segundo a ONU, no mundo devam existir aproximadamente 70 milhões de portadores. Um número bem elevado, quando também se observa que ocorre quatro vezes mais no sexo masculino do que no feminino.

Estudos recentes comprovam que as crianças que apresentam esse quadro patológico não estão inertes. “Por muitos anos, se pensou que as crianças criavam um mundo imaginário e só se relacionavam com ele. Hoje nós podemos dizer que o que acontece e uma incapacidade que a criança tem de se relacionar”, explica a neurocirurgiã, doutora Claire Hardman.

Essa dificuldade no relacionamento atrapalha e muito o desenvolvimento educacional da criança. Caio, por exemplo. Estudou na mesma escola que seu irmão gêmeo durante os primeiros anos, mas sua mãe percebeu que o desenvolvimento dele não acompanhava o do irmão, Mário e resolveu mudar para uma escola com atendimento especial para ele.

Um problema que se mostra claro. “Não existem muitas pessoas preparadas para lidar com portadores autistas”, explica Oliveira. Isso se torna evidente na cidade de Aracaju. Só existem 3 clínicas de tratamento para portadores. Uma é particular, a CREIA, localizada na avenida Ivo do Prado, outra é um projeto social desenvolvido pela prefeitura de Aracaju contudo, não atende exclusivamente aos portadores de autismo e a terceira está fechada faz quase 4 anos para o público.

Em todo o Brasil não é diferente. Não existem dados precisos que mostrem com exatidão o número de pessoas portadoras de autismo no País. O déficit profissional também é muito grande, o que atrapalha no diagnóstico. “Muitas pessoas acreditam que o que acontece com a criança é caso para levarem para médicos e submeterem a tratamentos que nada tem a ver com o problema”, confessa Hardman.

Essa falta de informação e interesse prejudica os pacientes, pois diversas vezes, os portadores são submetidos a tratamentos ineficazes que acabam prejudicando o desenvolvimento social, motor e intelectual da criança. Mesmo porque, o tratamento não é o mesmo. Existem vários níveis de autismo, desde aqueles que desenvolvem poucos sintomas, àquelas que são totalmente incapazes de se comunicarem.

Segundo Claire, ainda hoje é difícil diagnosticar o que provoca o Autismo. “Não se sabe ao certo, uns entendem que seja por vírus, outros um transtorno metabólico, outros por conta de remédios”. Há ainda uma nova linha de estudo, realizado por bioquímicos americanos que afirma que uma das prováveis causas seja a intoxicação alimentar causada por ingestão de alimentos contaminados por agrotóxicos.

Em um evento ocorrido ainda em abril deste ano em Brasília. Uma conferência reuniu médicos Brasileiros e Americanos que reforçaram esta tese. De acordo com eles, as crianças têm dificuldades em eliminar certas substâncias o que traria complicações intestinais e o desenvolvimento de toxinas e bactérias na região.

O que mais chama a atenção nos casos de Autismo é que como há dificuldade no diagnóstico, boa parte dos médicos que estão pesquisando novas formas de tratamento possuem filhos com os sintomas do transtorno. A psicóloga Ana, por exemplo, tem um filho autista e acredita nessa nova possibilidade de problemas relacionados com a intoxicação.

Por conta dessas dificuldades. O Brasil pode se tornar pioneiro em um projeto de lei especial para os autistas. Em uma matéria publicada pelo Jornal do Brasil em abril deste ano, o projeto consiste na criação de um Sistema Nacional Integrado de atendimento à pessoa Autista. Com a aprovação do Projeto, O Brasil seria o primeiro país a considerar o Autismo como problema de saúde pública em nível nacional.

A expectativa é de que com isso, cresça o número de pesquisas, mais oferta de profissionais especializados no tratamento além de colocar o autista também como portador de deficiência devidamente reconhecida e criar um banco de dados contendo um cadastro nacional. O projeto enche de esperança mães como a Sra. Oliveira e a Doutora Portugal. “É preciso encarar o autismo como problema de saúde, não como um problema irreversível”. Explicou a médica.

Tuesday, June 22, 2010

Through the Borders of The Communication.

The influeneces of the Social Networks into our lives

How far will go the possibilities of the Social Networks? I barely updated my blog just a few posts bellow trying to alert of the efects that, most part of the schollars are giving an overlook of the whole new scenario. Is it bad after all? No, again, it is just a few points that it's bothering me. people keeps constantly saying that social networks will increasingly high our standard levels and offering an assorted kinds of services that nothing seems to bring any damage.

However, sometimes I think I'm the only one who sees some effects (small I must say) but not irrelevant. the problem to me is, the more you see the benefits, the more you loose your arguments. Just a few days ago, an expression making fun of a remarkable figure of the sports journalism in one of the worlds biggest television companies turns itself powerless in fornt of the impact of Twitter, and that's not an isolate case.

Right now, billions of people are making contacts, doing business, having fun, or even, trying to figure out what I'm trying to say over here. It's undeniable to see the power of the social networks in our lives nowadays. and now, it appears to me that a new kind of revolution is about to start. What would you think if I tell you that it's possible to have some classes at Twitter and Facebook? and even share all the information with everyone else?

A friend of mine, Eloy Vieira, just a couple months ago, updated his blog with an small text but, to me, cause me a great impact. The University of Washington is now providing classes for the students of Communication in Digital Media at twitter and other social networks. What all of this means is: No matter how far you are, you can learn fast, interact with your friends, and build up new standards of knowledge without dropping off your pants and got out of bed.

Is that a good way to learn? Time will tell. But, I've got interested so much that I'm gonna make an article about this!!

Cordially
Rafael Gomes

Saturday, June 19, 2010

Uma Economia Cultural

Um novo olhar sobre a Indústria Cultural.

Durante a ultima quarta-feira, o Observatório da Comunicação (OBSCOM) realizou uma palestra sobre Industria Cultural e Economia Política da Comunicação e cultura, na Universidade Federal de Sergipe (UFS). E, como o convite me foi dado, não tive como não prestigiar o debate acerca do tema, apesar de no ramo da comunicação ser diversamente explorado o assunto sobre os efeitos e sobre a industria cultural, quando se trata em trazer a economia para esse ramo, boa parte dos profissionais de comunicação afastam o interesse.

Bom, o assunto aparentemente pode parecer indigesto aos olhos dos operadores de comunicação, mas é tem vital quando nos propomos analisar todas os emaranhados que envolvem as diversas manifestações e produções culturais em nossa sociedade e seu impacto na economia (afinal, produção de cultura nao deve enriquecer somente o intelecto, mas também provir um pouco os profissionais) ainda mais num país como o Brasil, onde o artista ainda é abusivamente explorado e não consegue se sustentar devidamente, se optar por viver especialmente de suas atividades culturais, ainda que poucos consigam.

Na Palestra 02 professores da UFS, César Bolaño, e Verlane Aragão. pretencentes à Revista EPTIC (revista essa que é quase desconhecida em boa parte da comunidade acadêmica Sergipana) mas que é reconhecidíssima fora do país trouxeram as principais análises sobre o tema industria cultural e o mercado. A partir do conceito de evolução da sociedade capitalista e seu impacto nas relações comerciais. Fica difícil imaginar a produção cultural com efetivo ganho sem pensar em todas as diversas relações econômicas envolvidas para a produção de cultura, seja na música, teatro, dança, entre outros.

Foi graças a matéria de Economia da Comunicação e Cultura que tive a idéia de escrever o meu tema de pesquisa na monografia e consequentemente, minha linha de pesquisa que sigo - Rádio Digital e Novas Tecnologias - Intercambiar as novas tecnologias e aplicá-las aos padrões midiáticos existentes serviu para que pudesse entender as diversas discrepâncias que existem quando se trata na inserção de investimentos e opções que determinadas mídias recebem em detrimento de outras. No caso, o rádio (meu objeto de pesquisa) nao é só negligenciado pelo mercado, muitas vezes como também pelos pesquisadores, poucos sao os profissionais que se inserem na pesquisa.

Voltando a palestra, Prof(a) Verlane comentou sobre o valor da Industria Cultural e suas relações na produção musical no contexto contemporâneo. Uma abordagem muito interesante. Pois cabe aqui fazermos considerações aos trabalhos dos músicos numa sociedade em rede: O musico hoje enfrente grandes problemas tanto por parte de difusão de seus trabalhos (gravadoras que se vêem ameaçadas pela pirataria e pela internet), o download de músicas (este que num primeiro momento pareceu ameaçar a carreira musical mas, viu-se que se torna até um aliado ao artista) e o custo envolvido na divulgação de seu material e shows. Hoje o artista musical tem seu sustento muito mais pelos shows que faz do que pela vendagem de discos.

Por essas e outras razões, convido não só os leitores desse blog, mas principalmente os operadores e profissionais de comunicação a voltarem um pouco os olhos a área de Economia Política da Comunicação e Cultura. Ela nos serve como subsídio para entendermos as diversas relações sociais e econômicas que estão inseridas e não param de surgir nesse novo contexto social em rede embricado pelas novas tecnologias.

Atenciosamente
Rafael Gomes

Wednesday, June 16, 2010

O Universo das Redes Sociais

É tudo muito bom, mesmo?

Se você é como eu, possui conta no Twitter, está inserido em diversos sites como Facebook, Myspace, Orkut e por aí vai, na certa já ouviu, leu e até bateu papo sobre a importância ou o papel que as redes sociais digitais estão cada vez mais aprimorando o nosso comportamento enquanto cidadãos inserido neste contexto globalizado, fica aqui a percepção de que igual uma vez questionei sobre o processo de democratização da comunicação, me parece haver um fortalecimento hegemônico dos discursos sobre seus benefícios.

As Redes Sociais Digitais aprimoram e contribuem para o que o processo de democratização da comunicação e da informação sejam extendidas em seus mais diversos pontos. Não há como transgredir ou se por no papel de carrasco buscando encontrar aí algum problema que `olhos nus, nao existe. O que fica em questão é como então distinguir se o que atualmente é discutido realmente oferece a bagagem necessária para se opor ou defendê-la exaustivamente.

As redes sociais na Internet começaram a aparecer ainda no período em que todo mundo tinha um album virtual (quem não se lembra dos famigerados fotologs?) a partir dali foi um salto para as outras redes, youtubes, etc.. (ta bom, o próprio mIRC) era uma rede social divertidíssima diga-se de passagem. Enfim, não há como eu pus acima, como negar que há propriedade e benefícios nas redes sociais, mas me chateia como as vezes a permanência no tema não trata dos assuntos como eles realmente precisam ser colocados.

Os espaços digitais são um território livre? e como são porque então nos comedimos quando expressamos uma opinião contrária ao que realmente está tomando conta? Hoje se discute Redes Sociais com aqueles olhares escolados e procura-se entender a questão da interação e conectividade sem se buscar perceber como isso nos afeta no mundo real. E que, aliás já se vem acontecendo. As redes sociais estão aos poucos virando palcos de ameaças veladas que tem implicações sérias no mundo real.

Esse nao é só o alerta. Existem outros pontos que também não podem deixar de ser mencionados. O fato de ainda podermos ter acesso com liberdade à informação na Internet e com isso a profusão de informação é incalculável em redes sociais como o Twitter, como filtrar o conteúdo que seja necessário e livre de qualquer julgamento? Aos poucos saimos da objetividade e estamos adentrando no espaço da subjetividade não pode-se dizer que isso seja ruim, mas também vale algumas ponderações à esse respeito, inclusive dos operadores de comunicação.

Atenciosamente
Rafael Gomes

Tuesday, June 15, 2010

"Pelo Preço"

Às voltas em João Pessoa e campina Grande.

Após uns dias de ausência, tanto do Blog quanto de Aracaju, retorno as postagens com o que eu chamaria de "slogan' do grupo: "Pelo Preço" foi um dos jargões mais explorados por mim e por uma galera enquanto estávamos na cidade de João Pessoa e Campina Grande, Paraíba na última semana durante as apresentações do INTERCOM REGIONAL e, como a gente não dorme de touca, optamos por passar 02 noites na cidade de João Pessoa.

Ao contrário do que me aconteceu quando visitei Natal pela primeira vez (quando não esperava nada da cidade e me surpreendi com a capital do Rio Grande do Norte), em João Pessoa tinha uma leve idéia do que poderia encontrar. Uma cidade que lembra nas ruas um pouco a cidade de Aracaju. A cidade hoje conta com quase 750 mil habitantes e a zona metropolitana já ultrapassa os 1.100 milhão de pessoas, mas apesar dessa multidão, a cidade ainda preserva um quê de pacata e com muito verde.

Verde, aliás, impera na cidade, muito arborizada e com algumas praças e parques muito bonitos, o mar de águas muito calmas e areia fina corroboram num cenário bem tranqüilo para a cidade e esse clima é bem propício para se passar alguns dias de descanso (recomendo a quem tiver interesse). A gota d’água para transformar a cidade num destino excelente foi quanto ao custo. João Pessoa tem um custo significativamente mais baixo entre algumas cidades, sobretudo Aracaju que, deu pra perceber é uma das capitais mais caras do nordeste (o que não é mérito a meu ver).

Era possível comer bem e consumir ótimos produtos numa das áreas mais nobres da cidade pagando em alguns casos até 40% menos do que se paga aqui, combustível, por exemplo, enquanto se paga em Aracaju o preço mínimo, que gira em torno de 2,47 (um posto na avenida Augusto Franco), em João Pessoa, vários postos cobravam a bagatela de R$ 2,19 pelo preço do combustível.

O preço dos imóveis numa rápida pesquisa também não chegou a ser diferente do que é praticado por aqui, embora com um pouco mais de opções por lá. Mas nada tão absurdo. As impressões em geral que tive sobre a capital da Paraíba são muito boas, guardam muitas semelhanças com a cidade de Aracaju, mas também alguns problemas ou diferenças não podem ser deixados de lado. Infraestruturalmente, Aracaju se mostra superior e alguns serviços são oferecidos de melhor forma. Alguns contratempos indesejáveis como a compra de passagens para Campina Grande (que rendeu algum bate-boca com o atendente da rodoviária).

Apesar de passar somente 02 dias na cidade, deu para apreciar alguns locais. Foi possível perceber que a cidade vem crescendo e muito e se infraestruturando bem rapidamente. A chegada de várias multinacionais vem adquirindo um ar cada vez mais cosmopolita a cidade sem tirar o clima de cidade pacata.

Campina Grande e o INTERCOM Regional

Já para a cidade do "maior São João do mundo". Algumas considerações devem ser feitas. 1 - A cidade é de médio porte, com alguns arranha-céus e com um status de cidade universitária, é possível encontrar muitos jovens pela cidade. Mas apesar disso, Campina Grande guarda também algumas belezas, como o açude novo e o velho e alguns parques bem interessantes.

Fomos lá por conta do INTERCOM como já havia dito acima e, por culpa dele (sem eufemismos) ficamos na cidade. O saldo do evento também foi positivo, embora com falhas severas da organização do evento que espalhou os eventos em diversos locais dificultando a logística dos eventos para os estudantes e profissionais. Pessoas que ficaram nos alojamentos nem conseguiram expor direito seus trabalhos por conta da dificuldade e da distância que ficava dos locais de apresentação e dos alojamentos.

A oferta de oficinas e painéis também foi relativamente abaixo do esperado. Pessoas que precisavam expor seus trabalhos e conseqüentemente se matricularam nas oficinas foram impossibilitadas de fazer, pois elas ocorreram em 02 dias e era preciso comparecê-los para adquirir o certificado, o que não tinha condição de acontecer. (não só a mim quanto ao meu grupo que foi apresentar trabalho, isso foi um dos aspectos negativos).

Mas nem só de congresso vivemos. Conhecendo o famigerado forró da cidade, fomos ao parque do povo e podemos constatar que realmente é o maior São João que já vimos (Embora fique aqui um adendo, estruturalmente, o forró-caju se sai melhor) além de ser bem mais organizado que o de Campina Grande. Contudo, valeu à pena conhecer, fizemos amigos, contatos, conhecemos a "Dona Encrenca" (essa é pra quem estava lá) e muitas outras coisas.

O post até está bem maior, compensando o atraso. Muitas histórias para se contar em algumas linhas. O saldo da viagem, muito bom. Agora fica a expectativa para que o INTERCOM Nacional seja tão organizado quanto foi o de Curitiba, no ano passado.

Mais informações sobre o que seja o INTERCOM, neste site.

Abraços à todos
Atenciosamente
Rafael Gomes

Thursday, June 03, 2010

EAD X Ensino Presencial

Suas Vantagens e Desvantagens

Pegando carona na matéria que o Portal Infonet disponibilizou sobre o Ensino à Distrância e, nao pouco oportunamente há exatamente uma semana, participei de um programa chamado, Atitudes Vencedoras, na TV Caju exatamente sobre este tema. Afinal, por que o embate existe? Pois todos são iniciativas de tornar a educação o mais ampla possível e com isso diminuir o aparente "gap" que existe dentro do ensino infanto-juvenil e dos dicentes, após vários anos de descaso com a educação que configurou a sociedade Brasileira.

Desde o advento da Internet e ao passo que esta ficou mais difundida entre os meios sociais, os serviços não pararam de surgir, a educação não seria diferente. Tanto que é possível ver a profusão de universidades, ensinos superiores de curta duração e diversos ensinos num estimulo constante para que a sociedade Brasileira adentre ao ensino superior, facilitando a realidade de muitas pessoas que não tem condição de pagar por uma educação presencial (que em geral é mais cara que o Ensino à distância) ou porque nao possuem tempo suficiente disponível para cursá-lo em uma universidade.

O embate existe porque para muitos defensores do ensino presencial. O convívio com outras pessoas e o diálogo reiterado com experiências fornecem uma bagagem a mais no processo de ensino e formação de cidadania das pessoas, no ensino presencial é possível trocar essas informações e experiências de modo mais atuante e essa condição de se encontrar frente a frente contra os problemas de convívio humano podem fornecer a bagagem necessária para os desafios que serão enfrentados pós graduação.

O Ensino à Distância por outro lado, o estudante tem a capacidade de regrar o seu estudo. podendo conciliar totalmente sua condição no trabalho ou financeira, sem ter a necessidade de contato diretamente com outras pessoas diariamente como o ensino presencial. A vantagem dos cursos EAD é que estes trabalham com cursos de curta duração e com um planejamento que facilita o estudo e o torna muito mais dinâmico para o aluno. ele consegue fracionar o seu tempo e com o advento das novas tecnologias, fica mais fácil adquirir diversas fontes que tornam o estudo com mais fácil absroção.

Aliás, o professor adquire um status diferente no EAD, ele nao é o professor aparentemente dono do saber, passa a ser o que chama-se de tutor, a pessoa que fiscaliza o ensino dos que optaram pelo modelo de educação a distância. É necessário um ritmo e uma concentração muito maior no EAD do que no presencial pois, em geral, o aluno de EAD aprende em casa e com todas as comodidades que o ambiente familiar oferece, a distração se torna um perigo importante para a aquisição do conhecimento (fato que é comprovado pelo alto número de disistências).

Ainda assim, ela é uma opção favorável a quem não possui tempo disponível, sobretudo no Brasil. Aliás, ledo engano quem achar que as experiências de EAD soh se tornaram populares agora nesse início do séc XX. Muito pelo contrário. durante as décadas de 80 e 90, programas como o Telecurso 2000 que eram frequentemente e ainda são exibidos pela TV Globo, são exemplos de educação à distância que deu muito certo. No Brasil, a experiência com o EAD começou ainda por volta da década de 70, com programas de educação elaborados pelo governo militar tendo o rádio como principal propagador, o hoje esquecido: Projeto Minerva.

Não há como negar que com as novas tecnologias, o aprimoramente da educação torna até mais cômodo o serviço de EAD, na Europa já nao há mais distinção entre ambas as modalidades e diversos cursos já estão sendo utilizados mesmo pelas redes sociais, como é o caso da Universidade de Washington nos EUA que oferece para os alunos de mestrado, aulas através do Twitter, já exibindo uma tendência que poderá ser muito comum nos próximos anos.

O desafio agora nao é saber qual destes modelos é o melhor. É encontrar um denominador que transforme a educação atual num processo cognitivo de qualidade contribuindo de maneira positiva para a melhor formação profissional do cidadão daqui pra frente.

Cordialmente
Rafael Gomes

Wednesday, June 02, 2010

A Mercantilização da Informação Digital

O perigo de "privatizar a Informação" na Internet.

Se a
Internet é conhecida como território livre ou, uma "Esfera Pública transnacional". Vou tomar pra mim esse conceito exposto por Sérgio Amadeus no seminário de Mídias digitais que ocorreu semana passada em Aracaju e que fica insistentemente voltando a mesa, será que estamos caminhando para mais um período em que a força proposta pela Internet não precisará mais das mídias atuais e na certa, a informação não mais privada?!

Quando adentramos o universo das redes sociais e a rede por si só já nos dá um indício do tamanho de informação que nos chega. A propriedade da informação não é de uma rede, ou de um jornal só, agora todos detêm essa possibilidade de informação. Então como sobreviver nesse novo mundo? Aceitando as divergências e tendo que crer que as mídias tradicionais sucumbirão ao avanço tecnológico não fica ainda muito claro, visto que parece que a tecnologia costuma sempre agir mais em benefício das grandes cadeias de informação do que um inimigo incólume.

A crise que assolou a economia americana e países Europeus (e que ainda os acomete) foi provocada pela falta de liquidez no mercado, a farra de crédito que fez com que as pessoas adquirissem várias coisas sem prever que algum problema poderia acontecer. Afetando bancos, consumidores comuns e diversas empresas. O ramo de comunicação nao ficou atrás e sentiu o baque. A verdade é que com a Internet as tradicionais mídias se vêm num misto de prostituição entre o universo digital e o tradicional. Ao mesmo tempo em que combatem a livre informação, precisam também dela para aumentar e atrair um maior número de consumidores.

O futuro aponta para que meios impressos percam cada vez mais espaço frente a telas monocromáticas e e-books nos enchendo de informação das mais variadas. Ainda que essa visão não seja defendida pela maioria, certos sinais de que isso possa ser uma tendência são evidentes. O Jornal financial Times por ex, afirmou que dentro de cinco anos, deixará de circular a sua versão impressa do jornal com uma história de mais de 120 anos. Uma batalha derrotada para a plataforma digital que se tornou uma rival poderosa dentro dos meios impressos.

O FF existirá somente, segundo eles, na Web. Não deixarão de fazer um excelente jornalismo, mas, a pergunta que fica é. E depois? A informação será destinada de forma gratuita? Ou será que devemos provavelmente desembolsar uma quantia mínima para adquiri-la? Esta última me parece mais provável e, seguindo cada vez mais a tendência para a mercantilização da informação no meio digital. Outro importante periódico, o NY Times, também se posicionou favorável à essa "privatização" da informação pela web e espera estar vendendo a informação a partir de 2011.

A princípio podem parecer atitudes isoladas, mas, pouco a pouco começamos a ver que o território livre que é a Internet aos poucos vai tentando se adequar as linguagens do mercado. Mas aqui há uma qualidade que ambiente virtual tem que a realidade externa não possui. A informação pode ser repassada e a informação que fora "comprada" pode ser então adquirida livremente acessando-se por um blog pessoal (como este aqui) ou por outros espaços como as redes sociais. O que parece é que a "esfera pública transnacional" se comporta além das leis de mercado e isso, num primeiro momento poderá agir em nosso favor. Resta saber só até quando.

Cordialmente
Rafael Gomes

Tuesday, June 01, 2010

O Dia Nacional da Imprensa

O que temos para comemorar?

Hoje, é comemorado para os profissionais de comunicação, mais especial para os jornalistas (do qual eu faço parte) o dia nacional da Imprensa. Mas, será que há algo para se realmente comemorar? Ainda mais sendo jornalista no Brasil? Onde vez ou outra, somos constantemente ludibriados pelas informações que lemos e ou os perigos que a profissão passa, não só no Brasil, mas em todos os outros países?

A imprensa nada mais é do que expor à sociedade algo que cada ser humano necessita - Informação. Já reparou como é difícil viver sem informação? O quão só e totalmente dependente todos nós estamos de saber o que se passa não só no aspecto regional mais também nacional e mundial. "Do que me interessa saber que Israel bombardeou Palestinos na Faixa de Gaza se eu não passo esse perigo aqui no Brasil", cada um pode pensar. Mas o impacto dessa informação te reveste de muito mais "background" (como uma ex-professora minha dizia) do que outro fato em seu cotidiano.

Ou o que pensar dos jornalistas que vão cobrir em front de guerra, nos pontos mais isolados do mundo. Levando essa informação, às vezes dispensável (embora ache que qualquer informação seja indispensável), mas não deixando de ser informação para que todos nós possamos ter o conhecimento. Afinal, o conhecimento ainda é um diferencial que pode nos colocar em destaque ou nos achincalhar pela falta dele. Ainda mais em tempos onde as novas mídias transformam um deslize local ter efeitos em escala global.

No Brasil, mais recentemente os jornalistas foram apunhalados pela decisão do Ex-Ministro do STF, Gilmar Mendes de não ser mais obrigatório o diploma da profissão de jornalista. Particularmente não posso ir de encontro à minha classe, pois entendo que estaria atirando no meu próprio pé. Por outro lado, entendo que o saber jornalístico não exige nada mais, nada menos do que técnica e uma boa bagagem teórica. Mas a profissão de jornalista implica muito mais em saber apenas escrever ou redigir matérias para meios impressos, audiovisuais ou digitais.

Na Universidade, os futuros profissionais não possuem só a oportunidade de vivenciar a profissão através dos estágios, mas de perceber que a profissão de comunicólogo precisa vir primeiro e, depois sim, a habilitação em jornalismo. E é essa noção de comunicólogo que um curso técnico ou que o simples saber jornalístico para redigir uma matéria é que se torna primordial para o jornalista que sai da academia para a pessoa que simplesmente sabe escrever bem.

O diploma não encerra a discussão se é melhor tê-lo. Mas além de valorizar o profissional, o principal propósito para se valer da não obrigatoriedade nada mais foi do que reduzir o salário pago aos profissionais o que, na verdade é algo que vem acontecendo e vai acontecer mais cedo ou mais tarde, vide exemplos que aconteceu em prefeituras como a de Cabedelo na Paraíba, onde o profissional receberia de vencimentos, um salário mínimo.

A Imprensa atualmente é ameaçada tanto pelos grandes conglomerados de mídia, quanto pelos meios judiciais. E até mesmo pelas Novas tecnologias. Isso quer dizer que a profissão deixará de existir? Não acredito muito nessa visão apocalíptica, cada vez mais se vê necessário o papel do operador de comunicação no intuito de filtrar e selecionar os bons conteúdos com o propósito de oferecer ao cidadão uma informação mais robusta, adequada e com sustentabilidade. E esse é o paradigma a ser conquistado daqui pra frente.

Cordialmente.
Rafael Gomes